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sábado, 14 de maio de 2011

LIDERANÇA SUSTENTÁVEL III

LIDERANÇA SUSTENTÁVES – CONCLUSÕES 

“A liderança é mais uma arte, uma crença, uma condição da alma do que um conjunto de coisas a fazer. Os atos visíveis da liderança artística se expressam verdadeiramente na sua própria praxis”.

“Os artistas têm a capacidade de colocar o que é ordinário e comum em uma perspectiva mais ampla, incentivando os outros a ver o mundo de forma diferente. Tendo falta deste olhar artístico, as pessoas das organizações ficam em posição subalterna e perdem com facilidade o sentido da visão, por estarem concentrados em rotinas e tarefas do dia-a-dia”. (From Leadership is an art - Max DePree)

Nos parece que o desenvolvimento da liderança necessário para enfrentar os desafios deste mundo complexo e globalizado esteja sendo, até então, pouco eficaz. Por quanto a bibliografia seja farta, poucas são as contribuições relevantes e poucos são os exemplos transformadores, pelo menos vindos do mundo empresarial. Nos parece necessário voltar a página e procurar, talvez, em outros ambientes, talvez nas instituições sem fins lucrativos, mas talvez não nos governos e instituições representativas do poder. Parece que, aí, o desafio de mudança é tão difícil que, entre a opção de transformar ou recuar, a segunda é sempre a escolha mais comum e mais confortável.

Alguns autores propuseram, ainda no final do século passado, a estratégia dos “pequenos passos” ou dos pequenos resultados, ou seja, quando a realidade assusta em seu grau de complexidade, importante a coragem de se colocar resultados pequenos. Um conjunto de resultados pequenos pode resultar em uma grande realização e em um passo significativo de mudança, mas são necessárias disciplina e perseverança, atributos pouco comuns no atribulado mundo atual.

O manual de treinamento da ABTD “dura no tempo” e o que escrevemos hoje será lido pelo menos por uma década. Devemos então escrever algo que também faça sentido amanhã.
Afinal, no Brasil e no mundo, e o Brasil é um ótimo laboratório disso, “sofremos” de dois grandes males: a desigualdade social, que só piora com a lógica néo-liberalista e de mercados globais, e o uso inadequado de nosso planeta – o único que até então temos e habitamos. Nisso, a nossa transformação não aconteceu, a liderança transformadora não andou.

Temos de aprender muito.

Esperamos com otimismo, talvez até um pouco irrealista, que a atual realidade de favelização em um mundo cada vez mais rico, seja uma experiência do passado daqui há dez anos, quando escreveremos o próximo manual.  E que isto seja fruto da prática de uma liderança de fato transformadora.

Uma liderança sustentável que conheça negócios, única fonte sócio-econômica do presente, mas que saiba nos conduzir com visão, empowerment e, principalmente, com inegociáveis valores pessoais orientados ao outro, à comunidade e ao bem estar de todos, em um mundo novo e mais adequado para os nossos filhos. Até hoje nos parece que isso deva transitar mais nas esferas dos corajosos artistas do que nos ricos e potentes líderes das atuais organizações do primeiro e segundo setor.

Liderança é uma arte, ao final, é talvez o que nos resta.

BIBLIOGRAFIA
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  • Leadership A cura di Gian Piero Quaglino, (1999) editora Raffaello Cortina  Milano.
*AUTORES: MARCO DALPOZZO; DJALMA G. BARBOSA

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